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Doenças matam mais do que violência em presídios do país

Os números impressionam: 517 presos morreram por complicações de doenças entre 1º de janeiro de 2015 e 1º de agosto. Durante o mesmo período, 37 detentos foram assassinados. Em seis anos, 278 dos 442 óbitos ocorridos foram causados por enfermidades. Foram cinco mortes por mês, entre 2010 e 2016. Os números estão em pesquisa do Ministério Público do Rio de Janeiro e do Instituto Igarapé. Na capital, o pior presídio no ranking saúde é o Evaristo de Moraes. No chamado Galpão da Quinta da Boa Vista, localizado no bairro de São Cristóvão, morreram 70 presos em sete anos. O estudo aponta a superlotação como causa. Apenas em 2015 foram 87 óbitos. Procurada pelo G1, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária não quis comentar a pesquisa.

No resto do país, inspeções de peritos do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), do Ministério da Justiça, dão conta, segundo o UOL, que os estados campeões em violações aos direitos humanos nas cadeias, com relação à saúde, são Pará e Pernambuco.

Conforme contabilizou o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) ao jornal: “pessoas privadas de liberdade têm, em média, chance 28 vezes maior do que a população em geral de contrair tuberculose. A taxa de prevalência de HIV/Aids entre a população prisional era de 1,3% em 2014, enquanto entre a população em geral era de 0,4%”.

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