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PGR pede prisão de Aécio Neves, mas ministro Fachin nega

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB), formulado com base na delação premiada de Joesley Batista, da JBS. A solicitação foi feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Apesar da negativa, Fachin mandou afastar o senador do exercício do mandato.

O advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, informou que a Casa afastou o senador assim que foi notificado oficialmente da decisão de Fachin, relator da Lava Jato. O parlamentar tucano foi automaticamente afastado das atividades parlamentares.

Havia expectativa de que o pedido de prisão de Aécio fosse levado ao plenário do STF, nesta quinta-feira (18/5), para avaliação do corpo de ministros. No entanto, o ministro decidiu a questão monocraticamente, negando-a. Desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (18/5), a Polícia Federal e o Ministério Público Federal fazem operação, no âmbito da Lava Jato, em Brasília, Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Os alvos são o senador Aécio Neves; a irmã dele, Andrea Neves; e Altair Alves, considerado braço direito do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB).

A ação ocorre um dia depois de a delação de Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, revelar que o tucano teria pedido R$ 2 milhões para pagar sua defesa na Lava Jato.

A Procuradoria também pediu a prisão do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que teria sido indicado pelo presidente Michel Temer para resolver assuntos da J&F e foi filmado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Fachin também negou esse pedido.

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Irmã de Aécio Neves é presa pela PF em Belo Horizonte

A irmã do senador e presidente nacional do PSDB Aécio Neves (MG) foi presa pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18/5). A corporação informou que, por volta das 8h30, cumpriu um mandado de prisão contra Andrea Neves, localizada em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.

No Rio de Janeiro, um chaveiro foi acionado para os agentes cumprirem o mandado de busca e apreensão no apartamento dela em Copacabana, na zona sul. A PF e o Ministério Público Federal (MPF) fazem operação no âmbito da Lava Jato, em Brasília, Belo Horizonte e na capital fluminense. O alvo é o senador, Andrea; e Altair Alves, considerado braço direito do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB).

A ação tem autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou os afastamentos do tucano do mandato de senador e de Rocha Loures (PMDB-PR) do de deputado federal.

A operação ocorre um dia depois de a delação de Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, revelar que o tucano teria pedido R$ 2 milhões para pagar sua defesa na Lava Jato.

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Aécio pediu R$ 2 milhões a dono da JBS, revela gravação

Um dos donos da JBS, Joesley Batista, prestou depoimento no âmbito da Lava Jato e, entre as informações, revelou que Aécio Neves pediu R$ 2 milhões ao empresário, para pagar sua defesa na Lava-Jato. As informações são do jornal O Globo.

A reportagem apurou que foi entregue à PGR uma gravação da conversa, que dura meia hora e foi feita no dia 24 de março, em São Paulo.

Essa não foi a primeira vez que o assunto foi abordado. Antes, a irmã de Aécio, Andréa Neves, entrou em contato com o empresário – através de telefone e mensagens no aplicativo WhatsApp, dizendo que o irmão seria defendido pelo criminalista Alberto Toron.

O empresário aceitou o pedido de Aécio e questionou quem seria a pessoa encarregada de pegar a mala com o dinheiro. “Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança”, disse propôs Joesley.

Aécio, então, respondeu: “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”. Fred é Frederico Pacheco de Medeiros, seu primo.

Da parte do empresário, foi o diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, que levou a mala. Ele é uma das sete pessoas da JBS que acertaram a delação. Para chegar na quantia desejada por Aécio, foram feitas quatro entregas de R$ 500 mil. Segundo apurou O Globo, a PF filmou uma dessas entregas.

A PGR afirma que não existe elemento para dizer que esse valor foi, de fato, pago a algum advogado.