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OAB protocola nesta quinta pedido de impeachment de Temer

Depois de decidir, na madrugada do último dia 21, por 25 votos a 1, que entraria com pedido de impeachment do presidente Michel Temer, na Câmara dos Deputados, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve entregar a denúncia nesta quinta-feira (25).

O documento, endossado por representantes da entidade em 24 estados e o DF, segundo informações do portal G1, será juntado a outros 16 pedidos de impeachment que já foram protocolados na Casa.

Em nota, o presidente da OAB, Carlos Lamachia, lembrou que a instituição cumpre seu papel, “mesmo que com tristeza, porque atua em defesa do cidadão”.

Para os membros da comissão especial da OAB, Temer incorreu em crime de responsabilidade ao não informar às autoridades competentes o teor de parte da conversa que teve com o empresário Joesley Batista, dono da JBS, no Palácio do Jaburu. As informações são da Agência Brasil.

Joesley gravou a conversa e entregou cópias do áudio à Procuradoria-Geral da República, com quem firmou acordo de delação premiada, já homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a OAB, Temer faltou com o decoro ao se encontrar com um empresário alvo de diversas investigações em curso, sem registro em sua agenda e prometido agir em favor de interesses particulares.

Caberá ao presidente da Câmara decidir se aceita ou não os pedidos para abrir o processo que pode tirar Temer do poder. Nessa quarta-feira (24), Rodrigo Maia afirmou que é preciso ter paciência e que a decisão não será tomada ‘da noite para o dia’.

Michel Temer fala ao Brasil: “Não renunciarei”

O presidente da República, Michel Temer, afirmou há pouco, em pronunciamento à nação, que não deixará o cargo. “Não renunciarei. Repito: não renunciarei.” Visivelmente abalado e com um tom de voz ríspido, o peemedebista exigiu investigação rápida sobre o escândalo que abalou a gestão dele. “Solicitei oficialmente ao Supremo Tribunal Federal acesso a esses documentos. Mas até o presente momento, não o consegui.”

“Quero deixar claro e dizer que o meu governo viveu, nesta semana, o seu melhor e o seu pior momento. Os indicadores de queda da inflação, o retorno da economia e dados de geração de empregos criaram esperança de dias melhores. O otimismo retomava, e as reformas avançavam no Congresso. Ontem, contudo, a gravação clandestinamente trouxe de volta o fantasma de crise política de proporção ainda não mencionada. O imenso esforço de tirar o país da recessão pode se tornar inútil”, afirmou o presidente.

PGR pede prisão de Aécio Neves, mas ministro Fachin nega

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB), formulado com base na delação premiada de Joesley Batista, da JBS. A solicitação foi feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Apesar da negativa, Fachin mandou afastar o senador do exercício do mandato.

O advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, informou que a Casa afastou o senador assim que foi notificado oficialmente da decisão de Fachin, relator da Lava Jato. O parlamentar tucano foi automaticamente afastado das atividades parlamentares.

Havia expectativa de que o pedido de prisão de Aécio fosse levado ao plenário do STF, nesta quinta-feira (18/5), para avaliação do corpo de ministros. No entanto, o ministro decidiu a questão monocraticamente, negando-a. Desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (18/5), a Polícia Federal e o Ministério Público Federal fazem operação, no âmbito da Lava Jato, em Brasília, Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Os alvos são o senador Aécio Neves; a irmã dele, Andrea Neves; e Altair Alves, considerado braço direito do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB).

A ação ocorre um dia depois de a delação de Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, revelar que o tucano teria pedido R$ 2 milhões para pagar sua defesa na Lava Jato.

A Procuradoria também pediu a prisão do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que teria sido indicado pelo presidente Michel Temer para resolver assuntos da J&F e foi filmado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Fachin também negou esse pedido.

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Dono da JBS gravou Temer dando aval para pagar silêncio de Cunha

Em negociação para fechar um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, o dono da JBS Joesley Batista gravou um áudio em que o presidente Michel Temer aparece dando aval para o pagamento de uma mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro, segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo na tarde desta quarta-feira.

Segundo a reportagem, Temer teria indicado diante de Joesley o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para solucionar um assunto da J&F (holding que controla a JBS) que não é revelado. Depois, Rocha Loures teria sido filmado recebendo uma mala com 500.000 reais enviada por Joesley.

Ainda de acordo com o jornal, o empresário teria afirmado a Temer que estava pagando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para eles ficarem calados. Os dois estão presos — Cunha pela Operação Lava Jato; e Funaro pela Operação Sépsis. Diante desta afirmação, Temer teria dito: “Tem que manter isso, viu?”.